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riscos_e_rabiscos

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O Pum.

Enquanto o meu 3º ano procedia às rotinas iniciais da aula, notei que havia duas alunas a olhar com cumplicidade uma para a outra mas ao mesmo tempo com ar aflito. Estranhei.

 

Simultaneamente, olharam uma para a outra, levantaram-se das suas mesas e vieram ter comigo à minha secretária.

 

A M. toma coragem e diz-me:

 

- Ó teacher, o C. está só a dar puns...

 

- É verdade, teacher - diz a I.

 

- Já na aula de língua portuguesa ele estava a fazer o mesmo... era só puns malcheirosos... - diz a M.

 

Eu mal contive a vontade de rir, assim como toda a turma... Opá se há coisa que dá vontade de rir ao ser humano é um "punzinho melodioso", não é? Mas compreendi que as miúdas já deviam ter ficado verdes, amarelas, azuis, roxas e por aí afora. Por isso disse:

 

- Ó C., não queres ir à casa de banho?

 

- Não... - responde o C.

 

Como eu já vivi esta situação algumas vezes, insisti...

 

- Vai lá... via libertar o stress... sim, porque isso é stress... é dos nervos... vai lá...

 

A turma estava toda roidinha para desatar em gargalhadas por eu dizer que as ventosidades anais eram do stress, dos nervos, mas já sabiam que iam levar nas orelhas e contiveram-se.

 

O C. lá se levantou, dirigiu-se para a porta com o ar molengão que o caracteriza e um sorriso nos lábios, enquanto eu lhe dizia:

 

- Vai lá libertar a gaseificação que isso é dos nervos...

 

Oportunista, o K. veio ter comigo e perguntou-me:

 

- Também posso ir à casa de banho?

 

Como tinha acabado de vir do recreio, neguei:

 

- Não... eu só deixei o C. ir porque é uma questão de vida ou de morte... é que se ele não for libertar o stress à casa de banho, morremos aqui todos intoxicados...

 

E pronto! Parece que foi remédio santo. O K. já não quis ir à casa de banho, talvez com medo do "ar" que lá fosse encontrar, a M. não voltou a queixar-se e as "bombas antónias" pareceram ter cessado.

 

Ainda não foi desta que as potentes bombas antónias do C. conseguiram eliminar-nos... Ahahahah!

 

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